Segundo dia de Gramado Summit e aí vem um resumo com reflexões sobre passado, presente e futuro
Por Michelle Raphaelli
Que baita decisão assistir à palestra de Luciana Bazanella no palco Share!!!
Postei um storie e logo começaram a chegar mensagens no inbox: “Tem resumo?” “Me conta o que ela disse?” “Como foi a palestra dela?” Então, decidi escrever aqui no bloguinho da Casa de Produção sobre a palestra.

Eis o resumo e o que ela falou…
O título da palestra: Fazendo as pazes com o futuro
De cara a Luciana Bazanella abriu com uma provocação poderosa: e se a gente começasse a falar em futuros, no plural? Acrescentar esse “s” muda tudo. Nosso cérebro entende que não existe um único destino, mas sim possibilidades, caminhos, escolhas.

Mas, para projetar o(s) futuro(s), a gente precisa estar presente. Observar os fragmentos do agora que estamos deixando como herança. Como arqueólogos que encontram cacos de cerâmica e deduzem histórias antigas, também deixaremos pistas, hábitos, comportamentos e decisões que vão contar aos que virão quem fomos.

A futurista nos fez refletir: fumar em aviões, algo inconcebível hoje, já foi comum. E talvez o nosso uso excessivo de plástico seja visto da mesma forma no futuro. A boa notícia? Podemos transformar o(s) futuro(s) mudando o agora.
Luciana Bazanella também trouxe uma lembrança ancestral potente: nossos antepassados pensavam sete gerações à frente. Se envolviam em projetos que sabiam que não veriam prontos, mas construíam com consciência, com propósito, com legado. Hoje, a gente mal dá conta de planejar seis meses.

E para que o novo entre, é preciso abrir espaço. Não dá para colocar roupa nova num closet lotado. É necessário tirar as peças antigas, os fantasmas, os pesos do passado. Só assim conseguimos viver o presente com clareza e coragem e sonhar com futuros mais amplos, mais nossos.
A palestra terminou com “Tempo, tempo, tempo” de Caetano Veloso, na voz de Maria Gadú, e uma dança feita só com a cabeça, como um convite sutil para movimentar pensamentos e sentimentos. Fazer as pazes com o tempo. E, falando nisso, a palestrante deixou uma última provocação: tempo não é dinheiro. Tempo é vida.
Mais uma vez, o Gramado Summit nos faz parar, respirar e pensar no que realmente importa: o tempo que dedicamos às coisas e a atenção que damos à vida que estamos construindo.
Ah, e durante o encontro, Luciana Bazanella também falou sobre seu livro, Reimaginação Radical. Já entrou para a lista — vou comprar, óbvio!


