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Gramado Summit 2025: inovação com alma, humanidade

Por Michelle Raphaelli

Nos dias 4, 5 e 6 de junho, Gramado recebeu mais uma edição do Gramado Summit, e o que se viu por lá foi mais do que tecnologia e metas, vimos humanidade, propósito e acolhimento ganharem espaço num dos eventos de inovação mais relevantes do país.

Quem acompanha o “circuito dos summits” sabe que, em geral, os eventos tendem a ser rígidos no tempo e carregados de termos como performance, escalabilidade, metas e IA. Nada contra, mas nesta edição, a minha escolha pessoal foi por palestras e conversas que nos convidavam a repensar o agora. Temas como felicidade, administração do tempo, maternidade e liderança empática, prosperidade, resgate da história e conexão com o presente estiveram em pauta em rodas e painéis que surpreenderam pela profundidade.

A proposta de não olhar apenas para o CNPJ, mas para o P de pessoa que há por trás dele, foi uma das tônicas mais poderosas dos encontros que escolhi acompanhar. A Gramado Summit 2025 me pareceu mais humanizada, sensível e aberta à inovação com alma.

E se as palestras são um capítulo à parte, para mim o grande valor está nos corredores. Foram muitas conversas com expositores, CEOs de startups e criadores de ideias ousadas, e me fascina descobrir como elas surgem, pivotam e se tornam realidade. O que move alguém a acreditar tanto na própria visão a ponto de contagiar investidores e formar ecossistemas? É inspirador.

O talk que virou case, o luxo de dormir bem

Um dos destaques da programação foi um talk no Palco Insurgentes, mediado pela jornalista Juliana Bublitz, sobre um conceito inovador chamado “Turismo do Sono”, e, com ele, a provocação, dormir bem é o novo luxo.

O painel contou com Rafael Peccin (Casa Hotéis), Felipe Pedroso (Cia do Sono) e Rafaeli Aguilheiro (Raphaelli Essencial Therapy). Juntos, eles apresentaram uma collab entre hotelaria, tecnologia do sono e cosméticos que vai muito além do conforto, busca acolher, servir e transformar o momento do descanso em experiência sensorial e emocional.

Dicas simples e eficazes foram compartilhadas, como desconectar-se das telas três horas antes de dormir, tomar um banho com óleos essenciais relaxantes e valorizar colchões que respeitam o corpo humano. Parece básico? É. Mas quando feito com excelência e intenção, vira um verdadeiro diferencial.

E aqui abro um parêntese, sim, o Rafaeli é meu primo. E sim, eu sou suspeita. Mas com propriedade, o ecossistema de bem-estar e beleza que ele criou com a Raphaelli Essencial Therapy é singular. Já viajei muito, dentro e fora do país, e posso afirmar, não há relatos de algo semelhante em termos de proposta sensorial e consistência de marca. O salão, os produtos, a colaboração com empresas como a Cia do Sono e a Casa Hotéis constroem um luxo que não ostenta, acolhe.

Afinal, o que é caro?

Essa foi uma pergunta feita durante o talk. E a resposta provocou o público, “Depende. O que é caro, para quem?” É uma frase que escutamos bastante, mas que aqui ganhou um novo peso. O valor é subjetivo. E talvez seja hora de repensar o que consideramos de valor nas nossas vidas. Saúde, sono, autocuidado, silêncio, tempo de qualidade, memória afetiva.

Em resumo, que evento!

Parabéns aos curadores de conteúdo, as escolhas foram certeiras.
Parabéns à equipe de assessoria e comunicação, organização impecável.
Parabéns a todos os palestrantes, artistas, empreendedores e ao público.
E, claro, parabéns a Marcus Rossi, pela visão de evento e pela entrega, com alma, nesta edição.

Que venha a Gramado Summit 2026. Já deixo aqui meu lugar reservado no circuito.

Gramado Summit une conteúdo de impacto, conexões e turismo como parte da experiência

Primeiro dia do evento reforça a importância da escuta, da atenção e do tempo

A Gramado Summit 2025 começou com intensidade e propósito. Logo no primeiro dia, circulando pelos espaços do Serra Park, foi possível sentir o clima pulsante de inovação. Conversas inspiradoras, trocas genuínas e descobertas estavam por todos os lados: nos palcos, nos corredores, nos cafés.

A programação trouxe painéis, workshops e mentorias com grandes nomes do mercado. Entre os destaques, o comunicador Luciano Potter levou ao palco uma mensagem forte sobre o papel da escuta. Ouvir, segundo ele, pode ser um verdadeiro ato poderoso, especialmente quando usado para criar conexões reais.

Em um dos momentos mais marcantes, ele provocou o público a compartilhar histórias pessoais, como a última vez em que choraram. A reação foi imediata: relatos começaram a surgir e um movimento coletivo de escuta tomou conta do evento. Potter reforçou o valor da presença e da escuta ativa em um tempo dominado pela fala e pela exposição constante.

Outra fala marcante foi do jornalista e empreendedor Phelipe Siani, que refletiu sobre a banalização da alta performance. Ele apresentou o conceito de COMEDUXÃO, uma fusão de comunicação de alta performance, educação e conexão, como um método de gerar conteúdo com resultados reais. A provocação era clara: não basta produzir, é preciso gerar impacto.

No mesmo tom, a estrategista de branding Beatriz Guarezi trouxe uma reflexão sobre os desafios da comunicação em um mundo hiperconectado. Segundo ela, o espaço entre atenção e memória é de apenas 2,5 segundos. O que acontece nesse intervalo define se uma marca será lembrada ou esquecida. A palestra dialogou com a fala de Siani ao destacar que nunca foi tão difícil capturar a atenção das pessoas, e que, justamente por isso, o tempo tornou-se um ativo estratégico.

Outro momento especial do dia foi a conversa entre Fábio Faccio, CEO da Renner, e Regina Durante, vice-presidente de Pessoas da marca, mediada pela jornalista Kelly Matos. Eles compartilharam histórias reais sobre humanização no varejo e encantamento de clientes. Uma das mais emblemáticas foi a do smoking: uma cliente havia deixado uma peça na loja para ajuste e só retornou para buscá-la 15 anos depois. A peça, claro, já não existia mais. Mesmo assim, o colaborador que a atendeu foi até uma loja especializada e comprou um novo smoking para ela. Esse gesto se tornou a história número 01 da coleção de mais de 900 mil relatos reais de encantamento da Renner.

Mas o conteúdo da Gramado Summit vai além das palestras. A organização entende que inovação também se constrói a partir do ambiente, da inspiração e das experiências fora dos palcos. Por isso, a escolha de Gramado como sede do evento é estratégica. O turismo e a paisagem local fazem parte da imersão proposta.

O que queremos é oferecer uma experiência completa. A cidade, a natureza, o clima e as atrações de Gramado ampliam o repertório de quem participa. É como se o evento seguisse acontecendo do lado de fora, nas conversas, nas caminhadas, nos jantares, explica Marcus Rossi, CEO da Gramado Summit.

Neste contexto, a Casa de Produção acompanha de perto toda a movimentação, registrando momentos ao lado dos clientes, captando tendências, conexões e os melhores insights compartilhados nos palcos. A cobertura tem como objetivo potencializar a presença dos participantes nas redes e transformar a experiência em conteúdo estratégico.

A Gramado Summit segue até 6 de junho, com mais de 900 atrações confirmadas. Mais informações no site oficial.